segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

La Paz e fotos!!

Antes de tudo peço desculpas pelo tamanho do post... ehehehe

os proximos serao mais curtos!

ao fim do post há o link do flickr com as fotos!

Saudaçoes latinas!

La Paz, 06 de fevereiro de 2011.

Hey! Sou eu de novo. Muita coisa acontecceu e houve pouco tempo para sentar e relatar tudo, pois só apenas agora estamos estabilizados num Hostel em La Paz.

Desde que escrevi a última vez nós já pegamos o trem para Santa Cruz, almoçamos lá e demos uma volta pela cidade, para pegar 18h de ônibus até La Paz.

Adianto que o post provavelmente vai ser, ainda assim voltemos de onde paramos. Após publicar o último post, quando ainda estávamos em Puerto Quijarro, fomos jantar e, evidentemente, tomar una cervezita. A cerveja mais tradicional daqui é a Paceña. É uma delicia e, como quase tudo, aqui muito barata. Nós pagamos entre 12 e 15 Bolivianos. Há lugares que cobram mais que isto, mas não vale a pena. Em Quijarro a garrafa custava 13 Bs e aqui em La Paz custou 12 Bs cada garrafa. Ainda estamos na esperança de encontrar por 10 Bs.. ehehhee

A janta em Quijarro oi um lanche muito bom. Tratava-se de uma “Hamburguesa”, são os nossos (ou americanos, sei lá) tradicionais hamburguers e suas variações como x-salada, x-bacon e etc. Tomamos uma tubaína deliciosa, ainda que fosse produzida no Brasil ahhaaha, por apenas 4 Bsa garrafa de 600ml. Muito bom e barato.

Dormir em Quijarro foi algo bastante complicado por causa do calor, mas acordamos e filmamos algumas tomadas de uma passarela que passava por cima da linha do trem e gravamos, também, uma conversa minha e do Doug sobre as primeiras impressões da Bolívia.

Isto tudo na parte da manhã, pois acordamos cedo. Tínhamos que deixar o quarto vago ao meio-dia. Eu estava bastante receoso, pois teríamos que andar com as 2 mochilas pesadas no sol do meio-dia (e com elas ficariamos até as 16h, pra pegar o trem). Mas a dona do Hostel se prontificou a guardar as nostas mochilas para que pudessemos procurar um lugar para almoçar (o que em Quijarro se mostrou bastante dificil...a maioria dos lugares não conta com o minimo de higiene no preparo da comiida, chegamos a ver um tanto de carne de pollo (frango – que é o que mais se come por aqui junto com as papas fritas) numa mesa com mosquitos e tudo o mais. Resolvemos, a muito contra-gosto, não arriscar e comer os mesmos salgados pagos em reais do dia anterior. Afinal uma dor de barriga com as passagens de trem compradas não é uma das coisas mais desejáveis.

Após fazer muita hora, e curtir muito o ar condicionado das lojas, voltamos aos hostel e por volta das 15:20 estávamos na fila para entrar no trem. Sei que a dica vale em qualquer lugar do mundo, mas aqui é sempre importante chegar cedo e perguntar TUDO, pois as coisas são bem confusas (mas isto ficará mais claro, quando eu eescrever sobre a compra das passagens aqui para La Paz).

Lá na estação de trem fizemos uma tomada com a gente subindo do trem. Ficou muito interessante, pois no final, evidentemente, a gente volta pra pegar a câmera, O final da tomada é a destruião da magia do cinema. Aliás filmar aqui tem me proporcionado algumas ótimas reflexões que pretendo compartilha-las assim que estiverem maduras o suficiente. Mas adianto que o olhar de quem filma e de quem fotografa é muito diferente, pois se atenta para as pequenas coisas..

E a viagem do trem? É muito doida. Houvi relatos diversificados na internet, mas creio que a experiência vale a pena sim, apesar de demorar 17h para percorrer 600km. O trem é uma loucura. Se no início da viagem eles passaram filmes ruins como “os mercenários” e “a vingança de kitty gallores” e clipes de cantores bregas bolivianos, passamos boa parte da noite no escuro total e sem ar condiconado com um calor de rachar. A sorte nossa é nos espaços entre os vagões há os banheiros e a porta de embarque e desembarque, que podem ser abertas e apesar dos mosquitos aliviaram muito o calor. De lá também, vimos o pôr-do-sol de maneira fantástica com as portas abertas. Neste espaço também se configura o fumódromo do trem, já que, em tese, não é permitido fumar. Lá nós conhecemos alguns Brasileiros, aos quais aproveito para mandar um Salve. O Jeff, a Manu e o Léo. Jeff e Manu são recem-casados que estão procurando uma cidade aqui na Bolívia para morar 1 ou 2 anos. Léo é uma figuraça que nos ensinou que não é você quem vai a machu picchu, é machu picchu que chama você! (E talvez ele esteja certo, pois tentamos ir no ano passado e deu tudo errado..além de macchu picchu ter sido interditada por causa das chuvas...)

Eles ficaram em Santa Cruz. O Léo talvez ainda nos encontrará em Cuzco, para fazer a trllha de salkantaya. Nós seguimos até La Paz. E este “desapego” é algo novo pra mim. Existem caminhos que se cruzam, mas que são autônomos. Nós temos os nossos objetivos, eles os deles. Esta brevidade não torna menos valiosas as risadas, as trocas de informação, as dicas do portuñol...hehee

Chegamos em Santa Cruz era umas 9 ou 10 da manhã. Rachamos [eu, douglas, manu, jeff e léo] um taxi até o centro por impressionantes 3 Bs para cada um. Ah, mas antes disso é importante dizer que o guarda-volumes da estação ferroviaria/rodoviaria é uma opção interessante para os que vão passar apenas horas em santa cruz, pois as coisas podem ficar guardadas lá até às 21:30 por 3 Bs.

Em Santa Cruz, nós ajudamos os brasileños a acharem um Hostel e depois enquanto eles descansaram e tomaram banho, nós fomos caminhar pela cidade. Nosso objetivo era achar o Banco do rbasil para sacar bolivianos e achar alguma lugar para comer. Cumprimos os 2. Comemos numa pizzaria chamada Margueritta que fica bem na plaza de las armas e que eu não recomendo. Muito caro e a pizza é pequena. O Banco do Brasil, por outro lado, só alegria. O Câmbio estava em 1 real -> 3,97 Bolivianos. Melhor do que qualquer câmbio que encontramos na rua (e isto eu não disse no post anterior, mas aqui é muito comum a figura do cambista) com o adicional de que os riscos de se pegar uma nota falsa são bem menores.

Neste meio termo vimos uma manifestação (a qual evidentemente filmamos) do MNR. Movimento Nacionalista Revolucionário. A fala dos caras é bem assustadora, pois é algo do tipo: “nem esquerda, nem direita, somos o nacionalismo revolucionário”. Não conheço os movimentos políticos bolivianos, mas me pareceu trata da elite separatista de Santa Cruz. Aliás, a politica aqui é algo incrível. Eles parecem respirar política.Há muitas pixações e grafites nos muros de todo espectro político possível..até a Falange Socialista Boliviana nós vimos... Também vimos o Museu de História Nacional. Puta que o Pariu. Como Historiador me sinto envergonhado com aquilo. Trata-se de um uso político do passado realizado de maneira grosseira. Pareceu-me que o intuito do Museu é naturalizar uma posião de superioridade dos habitantes genuinamente cruceños sobre o resto da Bolívia.

Minhas impressões gerais sobre Santa Cruz: não gostei. Parece ser um lugar que almeja ser Europa e nunca vai conseguir ser.

Depois de encontros e desencontros fomos a pé até a estação rodoviária. Demorou uns 40 minutos... não sei se valeu economizar o taxi ahaha. Mas enfim, chegamos à estação e fomos comprar as passagens para La Paz. Elas giravam em torno de 100 e 110 Bs. Achamos um Bus-Cama ( o melhor deles aqui) por 90 Bs. Que sorte! Contudo, quase perdemos o ônibus. Pois havíamos pedido as passagens para as 19:30 (havia uma placa dizendo que sairia um ônibus este horário para La Paz). Contudo o Vendedor nos vendeu a do
ônibus das 18h e isto eram +- 17:50... Aqui fica uma dica valiosissima. Pergunte tudo. Se vai beber coca-cola pergunte o tamanho em mililitros. Se vai pegar um onibus acerte todos os detalhes ANTES. Pois o curioso é que o tal ônibus das 19:30 sequer existia...conforme nos informaram quando voltamos para reclamar.

Bom..saimos corremos. Pagamos a taxa de embarque e buscamos as malas no guarda-volumes. Conseguimos. Pegamos o ônibus. Contudo, quando a esmola é demais o santo desconfia. O banheiro do ônibus estava desabilitado ao uso. O ar condicionado não foi ligado. A televisão passou Rocky IV e foi desligada. E isto era só começo..

Lembram do calor? É, em Santa Cruz ele foi nosso companheiro, o que nos fez embarcar para La Paz de bermuda e camiseta. Erro grosseiro. Quando o ônibus começa a subir, e isto ocorre umas 4 ou 5 horas após o início da viagem, começa a fazer um frio desgraçado!! E não há paradas como no Brasil em que é possível pegar a bagagem que foi embaixo e tudo o mais. A primeira parada para o “baño”[banheiro] se deu numa subida de morro embaixo de chuva!!! O Bom humo do motorista impediu qualquer tentativa de pegarmos uma blusa nas mochilas..

E isto é pouco? Não é não! O chuva de fora do ônibus pingava!! E adivinhem em cima de quem? É claro da minha pessoa. Evidentemente, depois que começou o frio, eu não consegui dormir. Pois ficava em pé no corredor e ficava tentando me livrar daquela maldita goteira....

Por fim, após 18h de viagem chegamos a La Paz. A chegada à cidade é incrível. É muita gente, muita casa e muito carro em pouco espaço.

Espero que consigamos postas as fotos (como eu estou escrevendo no netbook e no quarto do hotel, ainda não sei como é a net aqui..) e vocês poderam ver a vista da chegada em La Paz.

Primeiras Impressões: A altitude aqui é foda. Pra quem fuma é pior ainda. O cigarro até queima mais devagar!!! É impressionante. Aqui também há muitas subidas, o que na altitude dificulta pra caramba. Evidentemente, não posso deixar de pensar no frio, apesar de estarmos no Verão o frio aqui é maior do que o inverno de São Paulo, pelo menos ontem era. Hoje está um poquito más caliente.

Já nos disseram que chove todo dia ao final da tarde nesta época do ano, o que talvez dificulte as coisas..mas vamos lá!

Hoje nós vamos comprar comida e começar a fazê-la aqui na cozinha do hostel para economizar mais grana.

Pra constar estamos no hostel chamado “El Carretero” que é bem simples e barato. Vale muito a pena. Um quarto pra duas pessoas com banheiro privativo sai por 70 bolivianos a diária, além do que estamos bem perto do centro e tudo o mais.

Custos (este será meio confuso, pois foram muitos dias e cidades diferentes, como anteriormente o preço está para 2 pessoas).

Hostel em Quijarro: 80 Bs

Almoo em Quijarro (Shoppin China): 11R$

Janta em Quijarro: 28 Bs

Internet (postagem anterior); 4Bs por 1hora de internet lenta em computadores lentos.

Telefone para os pais: 5,80 Bs (ricardo); 1,70 Bs (Doug). Depois descobrimos como ligar a cobrar. Basta ligar 800100055 e você vai falar com uma máquina da embratel..siga as instruções e logo seus entes queridos receberão notícias de vocês ;) [Este número para ligações a cobrar internacional varia de país para pais, mas nada que uma busca no Google nao resolva e, é bom dizer, que nem todos os telefones fazem ligação a cobrar internacional aqui na Bolívia..então às vezes é preciso procurar bem!]

Café da manhã em Quijarro: 14Bs

Passagem para Santa Cruz: 254 Bs ( o trem é o super pullman que custa 127 Bs é o melhor custo benefício)

Taxa para embarcar as mochilas no bagageiros: 10Bs

Salteña (um salgado boliviano muito bom!): cada um custava 2,50Bs mas consegui 2 por 4Bs. Pechinchar aqui é algo fundamental.

Almuerzo em santa Cruz: 40 Bs

Ônibus para La Paz: 180 Bs

Taxa de embarque: 6 Bs

Janta ontem em La paz: 50 Bs


Algumas fotinhas... estamos nos organizando. Logo mais chegarao mais...lembrando que a internet aqui nao é a coisa mais rápida do mundo, mas acho que já da pra sentir alguma coisa!


http://www.flickr.com/photos/89101595@N00/



Ricardo


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Llegamos a Bolivia!

Porto Quijarro, 2 de fevereiro de 2011.


Olá! Esta é a minha primeira participação no blog. Para os que não me conhecem eu sou o Ricardo e sou o parceiro de viagem do Douglas nesta empreitada pela nossa querida latino-américa.
Como já foi relatado, nossa idéia de mochilar pela Bolívia e pelo Peru nasceu em fins de 2009. A viagem que era pra ter acontecido há exatamente um ano, felizmente (e só ouso dizê-lo pois escrevo da Bolívia neste momento! hahahaha) ocorreu apenas agora.
Como primeiro registro de nossa viagem, escrevo que partimos da barra funda na madrugada do dia 31 para o dia 01 de fevereiro. Após o martírio, acompanhado direto ou indiretamente pela maioria das pessoas que lerão este relato, de esperar a câmera chegar.
Uma ideia muito presente nesta viagem é a ideia de “travessia”, no sentido de viagem, de desenraizamento (passaremos por muitos lugares, sem nos fixarmos em nenhum deles), além do sentido de superação.
Nossa primeira grande “travessia”, e na real foi quando a ficha de que estávamos finalmente fazendo a nossa viagem caiu para mim, foi a travessia do Rio Paraná. Trata-se de algo impressionante, tanto pelo tamanho, quanto pela paisagem por ele proporcionada. Eu já havia passado sobre este Rio, mas à noite. Desta vez a luz do dia foi minha companheira e, por isto, pude admirar toda a beleza oferecida pela paisagem (ainda que de dentro do onibus..). Mal posso esperar pra conhecer o Rio Amazonas... =D
Do Rio Paraná, tiramos muitas fotos e alguns belos minutos de filmagens. Na medida do possivel isto será compartilhado com todos. Enquanto estivermos aqui, isto é apenas uma possibilidade. No voltar pra casa, torna-se uma promessa, pois a internet aqui é muito lenta para enviar muitas fotos.. :/
Prosseguindo com o nosso relato: chegamos em Campo Grande no Mato Grosso do Sul às 18h do mesmo dia. Lá não há o horário de verão e assim começaram as trapalhadas com horário. Acresce que o querido Douglas não trouxe carregador e a bateria do meu celular está com o problema de descarregar muito rapidamente, então nós temos passado a maior parte dos nosso tempo sem relógio. O que passa uma sensação de liberdade que é incrível. Parece que o tempo existe para nós e não que nós existimos para sermos consumidos pelo tempo...esta temática certamente reaparecerá mais desenvolvida nos próximos posts.
Voltando a Campo Grande, como a nossa conexão com Corumbá sairia às 23h nós resolvemos tentar comer algo próximo do terminal rodoviário, muito embora a vontade de conhecer o centro da cidade fosse grande. Perto da rodoviária, eu comi uma das melhores pizzas da minha vida. Relato isto, pois além de deliciosa ela era extremamente barata (R$ 19,00). Aos viajantes que passarem por Campo Grande, recomendo! (Tenho endereço comigo, é só pedir! :)
Chegamos em Corumbá às 5:40 da manhã, hora local. O ônibus para fronteira saiu às 7:25 e chegamos umas 8 na fronteira. Adrenalina tomou conta: estávamos finalmente entrando na Bolívia!
Os trâmites burocráticos, infelizmente, nos impossibilitaram de pegar o Trem da Morte hoje e por isto vamos pernoitar aqui em Puerto Quijarro. Amanhã às 16h embarcamos nas 17 horas de trem rumo a Santa Cruz.
A cidade aqui é bem pequena. Ainda assim, nos rendeu belas imagens e filmagens (o que não seria possível sem a inestimavel ajuda do camarada Márcio), pois estamos bem perto da estação ferroviária. Contudo, aqui é MUITO quente, o que só aumentou a felicidade de tomar um bom banho depois de 2 dias andando de ônibus...eheheh
Por fim, gostaria de registrar os agradecimentos a todos os que ajudaram de forma direta e indireta nesta empreitada. Muito obrigado, sem vocês o sonho não seria real.

Como os relatos de viagens que encontramos na internet foram de extrema valia para a nossa viagem, nós resolvemos divulgar nossos gastos, a fim de estimular e auxiliar aqueles que vão fazer esta viagem!

Custos (sempre estão contados os custos para duas pessoas)

Duas passagens São Paulo – Campo Grande: R$ 240
Duas passagens Campo Grande – Corumbá: R$144
Ônibus da Rodoviária de Corumbá até a Divisa Com a Bolívia (2 passagens – eu e Douglas): R$ 4,00. Não vale a pena pegar taxi até a divisa. Os taxistas chegam a cobrar 30 ou 40 reais por um percurso de 7 Km. Se você perguntar pelo ônibus, as pessoas vão indicar que deve-se pegar um ônibus até o terminal e de lá você pega um até a fronteira. Eu não sei são cobradas 2 passagens, haja visto que é um terminal. Como nós estávamos adiantados, nós fomos a pé até o terminal que não é longe da estação rodoviária!
Taxi da fronteira da Bolívia- Brasil até a estação ferroviária: R$ 8,00 (Aqui é uma cidade fronteiriça, onde circulam os 3 dinheiros: Real, Dólar e Bolivianos).
Garrafa de 2 litros de Água: 7 BoB (Bolivianos). Isto é MUITO importante, já que não se deve tomar água da torneira em hipótrese nenhuma aqui..só hoje já secamos 2 garrafas!
Almoço no Shopping China: R$ 11,00
Câmbio: 1 R$ -> 3,85 BoB. [ O Câmbio oficial é 1 R$ -> 4,10 BoB)


Nos acompanhem, pois escreveremos sempre!!!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ultimos preparativos

O título pode soar estranho de início "Ultimos preparativos", mas contar os primeiros passos me levaria a escrever sobre muitas coisas anteriores, algo de pelo menos 1 ano. Então, comentarei estes ultimos passos que estamos dando e espero que dê para imaginar o que nos trouxe aqui.

Ontem terminei de montar minha mochila, uma básica T&R Crampon 77, porém guerreira. (já viajou muito comigo e aguentou alguns perrengues na estrada). Verifiquei o peso, ajustes das fitas de volume, enfim, para ter o máximo de conforto e o mínimo de dor nas costas. À tarde chegou a bota que usarei nas trilhas mais pesadas, uma Salomon Fastpacker 3D, assim espero que não tenha tantas bolhas e menos ainda que a bota se desfaça no caminho. Sem muito lero lero sobre o que estou levando, vamos ao preparativo que acho mais interessante.

Desde quando começou essa história de viajar para o Peru/Bolívia/(e o que mais for possível) botei duas coisas na cabeça: pegar carona e filmar um documentário. Pegar carona seria relativamente fácil se tivesse disposição e tempo hábil. Então, combinei com o Ricardo de nos encontrarmos no CEAGESP na Segunda-feira bem cedo, por quê? Bem, carona me lembra caminhão (mas poderia ser qq coisa q te leve a algum lugar e vc não precise gastar muito ou nada, de bike a avião), e o lugar que mais vi caminhão na vida (sem contar a estrada, moro próximo da Rod. Bandeirantes/Anhaguera) foi no "CEASA". Claro que a idéia do CEAGESP não veio de repente, mas sim de indicações de amigos viajeiros e eu mesmo já pedi carona por lá (viagem à Bolívia em 2009 com meu amigo Tiago Botari, vulgo Timóteo :) ). Chegamos no CEAGESP umas 9 da manhã e fomos em busca de um contato que tinha, o Murilo ou Alexandre da FLV (eles costumam fazer entregas nas regiões centro-oeste e norte do país). Encontramos o Murilo no escritório e pedimos auxílio, algo como "Nós estamos querendo fazer um documentário sobre esta viagem que faremos, sobre américa latina, viajantes, e etc. Ela teria como inspiração a última viagem que fiz pra Bolívia, gostei da experiência e queria fazer um filme sobre isso. Daí a gente queria saber se seria possível vc informar se existe alguma entrega pra cidade de Corumbá ou qq lugar próximo, até mesmo no sentido do Acre." O engraçado é que ele lembrou que fomos lá em 2009 pedir carona, quer dizer, acho que não deve ter tanta gente assim pedindo carona lá. Ele disse que sem problemas, mas teríamos, claro, que conversar com o caminhoneiro. Na verdade o interesse era saber se seria possível alguma carona, mas não naquela hora. Conversamos com um caminhoneiro/motorista que iria para Rondônia em Guajará Mirim. Como não iríamos viajar tão logo, até porque o caminhoneiro estava com a esposa (época de férias muitos caminhoneiros aproveitam para viajar com a família), ele passou o telefone do local que pediu que ele levasse o carregamento. Depois saimos em busca de outras agências que enviam frutas, legumes e verduras para nosso destino. Encontramos a Central de Compras, mas apesar de ser possível pegar carona, tudo depende de conversar com os cominhoneiros, não pegamos telefones, quer dizer, se fosse o caso deveríamos aparecer lá com as mochilas e arriscar. Bem, a carona por enquanto ficou por aí, agora pelo menos temos um telefone para contato.

(continua)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Demorou, mas agora não tem mais volta. O Fundo está cheio.

O que pode sair do Fundo desse mochilão?

Depois de mais de um ano querendo, matutanto, torcendo a carteira e a coragem, para fazer novamente um mochilão pela América Latina, estamos nós aqui, quase prontos. Digo nós porque estamos em dois, Ricardo e Douglas. Quem nos conhece sabe o quanto foi difícil a passagem 2009/2010 quando combinamos viagem semelhante, porém, felizmente o "destino" nos levou a aprender com as preocupações da vida e da academia universitária.
Mas hoje gostaria de agradecer àqueles que confiaram.

Agradeço (a lista vai ser ampliada) sobretudo à Luciana, Mariana e Orlando que não levaram na brincadeira a ideia de pedir doação de 1 real que fosse, pensei que daria pra juntar algum dinheiro assim e viajar a Ushuaia (naquela época não deu muito certo). Agradeço porque esses amigos, apesar de, talvez, acharem uma loucura, engraçado, aventura, certamente estariam de mochila nas costas hoje comigo.

Certamente o que valeu a pena foi continuar acreditando que alguns caminhos, apesar de não existirem, não pela impossibilidade, mas talvez porque muitos deixaram de desejar o impossível, com alguma disposição podemos deixar uma trilha para os próximos. Acho assim na política, no convívio com a diferença, mas, sobretudo na vida.